Um calor intenso, misturado à minha tensão. Ciúme nem tanto. Insegurança mesmo, e que não conseguia dissipar-se no ar a não ser através da minha pele. Era gente demais. Lembranças demais. Uma dor que aquele bar nunca conseguiria entender, mesmo que eu explicasse diversas vezes a cada um que bebia um copo de cerveja. Depois de um tempo, um garoto desconhecido chega. Ótima aparência. Bonito mesmo. Sentou-se do meu lado. Deve ser da turma dos outros, e acabei nem conhecendo, pensei. Ficou em poucas palavras e entre goles de nem sei o quê. A mim, pouco importava. Ela passava a mão nas minhas, mas aquilo me irritava mais. Não simule nada nunca, dica. Era o que meus olhos diziam. Mas ela não escutava. Cigarros, cervejas. Argh, esse mundo não é meu! Me levantei e fui pro lado de fora. Andei um pouco sozinha e me sentei numa beirada de muro, numa casa abandonada. Não Sofia, ela não vai vir. E era verdade. Eu passava a conhecer tudo aquilo da melhor forma possível. Se não me engano, algum con...
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