from http://-downbythewater.tumblr.com/ Havia um vidro e eu me encostei. Ouvia o telefone no banco da frente, e ele falava sobre os negócios, claro. Negócios que o cara teria de fazer pra ir bem na empresa. Foi aí que a chuva começou. Mormaço ali dentro, eu que sempre sinto frio, queria pegar um pouco de chuva. Olhei pra cima e conseguia enxergar os pingos caindo sobre a janela. Foi divertido. Me lembrei dos meus cinco anos no banho, enfrentando o chuveiro: olhava pra cima e tentava conversar com a Téia. Parece que ela me protegia de alguma forma. De me engasgar por exemplo, enquanto conversava sobre a filha que eu teria quando crescesse. Ás vezes minha mãe passava e perguntava: - Com quem você tá falando ? - Com a Téia mãe!. Ela sorria e saía. Eu sempre falava tudo pra Téia e ela sempre acreditou em mim. Contei sobre os tapas e puxões de cabelo que levei da babá. Só ela acreditou. Ela me ensinou um bocado de coisa naquela casa, antes de ir embora de vez. Nossa casinha era desm...