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Me pego desenhando embalagens e salas, coisas tão técnicas que ainda não consigo ver a graça e o prazer que sei que tem. Em algum lugar, deve haver graça. Talvez porque antes, havia muita graça e vida, e não havia um nome "carreira" embaixo, esperando o fim absoluto das obras tão mesquinhas. Mesquinhas sim, eu sei até onde vou. Mas e aí, me faz uma falta danada escrever. Sobre tantas e tantas mil coisas que acontecem comigo por aqui, onde tudo é novo. Antes, eu escrevia com tal gosto, falava de dias normais, e das dificuldades em que eu, imatura e feliz, pensava que era sempre o fim. Foi o fim de fases, mas sabe, continuo por aqui. Fiz dezoito anos, não mudou muita coisa. Fiz dezenove, continuei namorando a mesma pessoa e, olha que beleza, fiz vinte e estou morando há cerca de 70 quilômetros de distância dela. Larguei um curso que odiei começar, mas deixei por lá uma mãe e uma tia, das quais não vou me esquecer nunca. E se Deus quiser, ainda encontro as duas em algum lugar de...