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Relevante.

Meu pai comprou duas latas de atum, sabendo que se comprasse somente uma, eu iria 'roubá-la' pra comer com maionese. Meu pai me comprou um piercing de nariz, de ouro, disse que é pra eu tirar o do meu queixo e por o douradinho. Meu pai me mandou beijar na boca. Pra mim? É o 'pouco', que me fascina.

vinte e oito de janeiro.

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Chorando baixinho, que é pra não acordar o monstro dentro de mim. Chorando e tapando a boca, que é pra não assustar a fada dentro de mim. Chorando e me escondendo, que é pra não mostrar pra mim, que ás vezes sou fraca demais. Fraca a ponto de  ter medo do que posso sentir.
Fiquei a olhar a imensidão daquele lugar, que confesso, era bonito, luxuoso, eu só havia visto pela tevê, mas não me fazia bem. Aquela mansão, eu no jardim, só queria estar noutra casa, que fosse a dos meus pais, bem pequena. Ninguém me via, tampouco me ouvia, minha mãe me encheu de carinhos que eu não queria comprar, pelo preço ser alto demais... Meu irmão chutava uma bola no campo e, conversando sozinho e narrando o próprio jogo, dizia que o juiz mandara repetir o lance porque ele havia errado. Meu pai virava copos e me sugava com os olhos, parecia satisfeito, pois eu, estava insatisfeita. Fiquei no mesmo lugar, durante quase todo o tempo, como se não houvesse espaço que me coubesse, mesmo que aquela casa fosse enorme tanto lá fora, quanto lá dentro. Durante o dia inteiro, conversei com todos, sem olhar nos respectivos olhos. Deu no que deu. O dia, terminou em chuva.
Escuto os gritos que soltam até saliva, da boca do meu pai. Senti falta de parte (pequena parte) da minha infância, quando eu e ele, brincávamos de ninar minhas bonecas, e nos policiávamos para não falar alto dentro do quarto, 'se não, elas todas vão acordar', eu pedia. Talvez, nem ele se lembre disso. Acho que ao longo dos anos, os gritos foram tantos, que é realmente difícil, mas eu me lembrei daquelas cenas. Lembro do meu pai, bem mais humilde, sei que foi por pouco tempo, mas ele me viu brincar, correr, andar de bicicleta e sei como ele ficava feliz com isso. Mas logo, eu cresci um pouco mais, e pude entender as brigas, os motivos do gritos e dos machucados. Aos poucos, fui me fechando, num casulo que embora pequeno, era só meu, e era isso que importava. Acredito que meu pai nunca teve vontade de olhar bem fundo nos meus olhos. Ás vezes, acho que por medo, ou culpa. Ou porque nunca teve essa vontade mesmo. Talvez seja bobeira acreditar que sentiu culpa, ou prefeiriu me deix...
My Heart - Paramore   ( Para ouvir ) Ei Carolina, eu sei, que nenhum texto vai mudar o que você está sentindo agora... Mas escuta pequena, escuta, me deixa limpar seu rosto, tirar essas marcas de você... Olha meu amor, eu sei, que tudo só está no começo, e quero deixar claro que não vou deixar nada pela metade. Ei Carolina, chora, que é bom, mas não chora tanto... Eu queria saber exatamente o que fazer, e a partir de agora, eu sei com mais certeza ainda, que tenho que fazer. Porque ninguém ainda te disse como seus olhos brilham, e como sua voz é linda.  Porque só agora sei dos seus sonhos e acredite minha linda, farei o que puder para que se realizem. Porque ninguém disse que você não merece essas lágrimas, Carolina, você não as merece. Me deixa te dar um abraço, porque os seus me fortalecem, e pode ser que sua dor venha para mim, porque prefiro que seja assim. Eu sei o quanto é forte, e não tenho mais medo. Eu só quero ver você sorrindo... Ei Carolina, me escuta, e me r...
I think we have an emergency 'I think we have an emergency If you thought I'd leave , then you were wrong Cause I won't stop holding on So are you listening? So are you watching me? If you thought I'd leave, then you were wrong Cause I won't stop holding on. This is an emergency So are you listening? And I can't pretend that I don't see this it's really not your fault When no one cares to talk about it...' Chegou a minha hora, de me arriscar um pouco mais, um pouco mais, por nós.
À Ana Carolina Ferreira Lima      - O primeiro com destinatário bem direto. Porque quase tudo aqui, tem esse nome, essa pessoa. -Meu erro, foi deixar você me conhecer a esse ponto! Claro que não! Não foi erro, se me ama, teria sim que me deixar saber! Eu não sou apenas uma boca para beijar, sou alguém pra crescer do seu lado! -Não, você não merece ficar com alguém assim... Tanto mereço, que quero, porque quero, e amo. Tanto amo, que continuarei, o quanto for necessário. Sendo ou não, uma boca para beijar, eu vou estar do seu lado menina, eu vou ficar. Ás vezes, deitada na minha cama, antes de dormir, fico tentando lembrar como tudo era antes. Haviam sim mais sorrisos, haviam mais cores em você pequena. O seu sorriso me escondia algumas coisas, haviam medos, havia desespero. E hoje fico feliz por ver o mesmo sorriso, mas por saber de tudo que havia guardado atrás dele. Todo esse tempo, eu queria mostrar à você que, em cada parte difícil, sendo o difícil que for,...