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(...) (...) (...) "(...) E esse piercing? Tira agora, antes que eu arranco daqui! (...)" (...) (...) Procuro boas lembranças, mas tem dias em que o resto abafa.
Sobre amores impossíveis, incalculáveis ou daqueles em que um lado é maior do que o outro eu entendo bem. Mas desses que deixam a gente caminhando na corda bamba, mesmo que as luzes do circo sejam lindas e coloridas, junto com a torcida que grita e já conta que vou chegar lá, enquanto eu vejo a altura em que estou e mesmo que seja um sonho, se eu cair posso me machucar um tanto... esse amor eu realmente não conhecia. Até porque ainda não sei o que é.
Comecei a minha saga a psicólogos logo com meus treze anos. Sempre muito desconfiada, não gostava de estar recebendo recomendações e conselhos. Eu queria ser dona de mim. Mas bem, treze anos, e naquele momento a decisão tinha sido tomada porque eu... "não sabia o que queria estudar no futuro". Acreditem, meus pais achavam que eu era atrasada quanto a minha escolha sobre a faculdade aos treze anos. E mesmo que tão menina, eu queria mostrar que podia sim decidir minha vida (risos). (Mais risos). Ora, quanta pressão em ser a filha mais velha, a única menina da casa. E depois de tantas semanas falando sobre matérias e matérias... a psicóloga, Lúcia (me lembro de todas) me levou à sessão dos desenhos. Aí sim foi o meu momento de revolta. Peguei o papel e o lápis numa ânsia incrível, e ela me deixou sozinha na sala. Fiquei uns bons minutos fazendo os detalhes e no fim, concluí que tinha sido legal. Ela voltou, e eu entreguei a folha. E no momento da análise, as seguintes palavras ...
E esses simbolismos que na verdade são tudo pra mim, podem não ser nada pra ela. Juro que fico longe, converso normalmente, já que seus olhos dizem que assim é melhor, caso possa me machucar. Ai, eu realmente devo ter a cara de uma criança totalmente inofensiva... Mas acabo gostando dessa preocupação, que me protege e enfim, me ganha em partes. Como se não bastasse a meia confusão na minha cabeça, logo depois de dizer tudo aquilo, sobre afastar e estar sempre atenta ao desapego (as últimas palavras são minhas, por conclusão.) ela procura minha mão embaixo da mesa. Segura, solta sobre sua perna e começa a acariciá-la devagar, tendo como uma pequena propriedade instantânea. Sim, eu consegui não me deixar escorrer pela cadeira. E aliás, tenho feito isso. Me segurar, firme. Se tenho que sair um pouco, eu saio, converso com quem quer que seja, sorrio, estou voltando a ser quem eu era antes de tanta lição estranha. E aí, quando volto, me sento. E mesmo sem olhar pro lado, ela vem com um ...
Olha bem no quanto sou "forte". Vou passar o dia me lembrando que depois de tanto tempo, gargalhei e senti cócegas. Não sei ainda o que foi melhor: me contorcer pra fugir, com vontade de ficar e esconder meu rosto com o desespero mais sutil e engraçado, ou não saber usar o poder que tive nas mãos e apenas sorrir diante das gargalhadas que pra mim, eram inéditas. 
Meu medo é exatamente os detalhes com que deparo no cotidiano. Antes, eu adorava. Hoje, existe aí um receio. Tem dias que prefiro passar pelas ruas mais vazias, novos caminhos, mesmo que esteja tarde e possa ser perigoso. Mesmo que eu fuja de tudo, mesmo que eu troque um bocado de coisa, a roupa, o cabelo, as músicas... eu percebo que minha essência não muda, quando passo na frente da floricultura mais fofa da cidade e me deparo com o cartaz: "Flor da semana: Lírios." E que venham os desafios.
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"Me liga quando chegar. Não corta tão curto. Não vá se apaixonar. Não bebe tanto assim. Não faz essa cara. Tá curto demais. Tá hipster. Toda uemguer. Susu. Não vive sem mim. A gente é amigo desde neném. Ela me ama gente, ela me ama." Por onde diabos você andou nos últimos anos? Que eu só fui te "conhecer" agora?