O que me faz bem tem nome. E tenho medo de fazer mal à quem me faz tão bem. Não gosto de sentir medo, posso dizer que perco ele facilmente quando escuto sua voz, mas é como um anjo, e tenho medo de que se machuque com os outros por aí. Meus minutos de felicidade estão com a validade muito rápida, no fim da noite, quase sempre percebo suas lágrimas, por esse ou aquele motivo. Se eu pudesse, te entregaria cada estrelinha pra que seus olhos voltem a brilhar como quando está feliz. Eu quero conseguir fazer isso, apenas com meu amor traduzido em palavras, já que uma garota chata chamada 'distância', não me deixa sentir seus abraços (os melhores do mundo) todos os dias. Eu era muito feliz e... é eu sabia. Mas hoje eu luto contra a garota chata que citei e contra dois garotos idiotas que me pertubam muito: o 'ciúme' e o 'medo'. Sei que um dia, a gente vai rir de todos eles. Mas só quero sorrir, se você estiver ao meu lado, sorrindo junto comigo.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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