O que me faz bem tem nome. E tenho medo de fazer mal à quem me faz tão bem. Não gosto de sentir medo, posso dizer que perco ele facilmente quando escuto sua voz, mas é como um anjo, e tenho medo de que se machuque com os outros por aí. Meus minutos de felicidade estão com a validade muito rápida, no fim da noite, quase sempre percebo suas lágrimas, por esse ou aquele motivo. Se eu pudesse, te entregaria cada estrelinha pra que seus olhos voltem a brilhar como quando está feliz. Eu quero conseguir fazer isso, apenas com meu amor traduzido em palavras, já que uma garota chata chamada 'distância', não me deixa sentir seus abraços (os melhores do mundo) todos os dias. Eu era muito feliz e... é eu sabia. Mas hoje eu luto contra a garota chata que citei e contra dois garotos idiotas que me pertubam muito: o 'ciúme' e o 'medo'. Sei que um dia, a gente vai rir de todos eles. Mas só quero sorrir, se você estiver ao meu lado, sorrindo junto comigo.
Voltei.
Voltei lá no tempo em que escrevia bastante. Quase sempre, quando dava. Mas dava mais do que dá hoje. Li várias vezes um texto antigo que escrevi para alguém. E dediquei o dia de hoje a pensar na pessoa que me transformei nos últimos três anos. Não confio em quase ninguém, e me dedico menos ainda a quem amo. Não sei mais explicar quando sinto amor. Não leio tanto mais, me amedronto com estranhos nas ruas, com ônibus lotados ou vazios demais e com a solidão. Logo eu, com medo da solidão. Ganhei um amor daqueles que sempre pedi, sem dor, sem tanto medo e com uma mochila nas costas. Só falta eu decidir quando será a partida. Mas às vezes acordo, olho para a cama e pro rosto dela deitada, dormindo e me pergunto se eu mereço tanto. Sinto que faço pouco. Escrevo pouco. E essa menina, ela merece tanto, tanto que o meu espelho do banheiro me fala todos os dias, que preciso trabalhar menos e amá-la mais. Voltei do trabalho hoje e a casa que vive infestada de gente, entrando e saindo está vazia...
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