O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
22:00 horas. É agora que minha tosse seca chega, me fazendo tremer toda, mesmo que não tenha dado sinal durante o dia inteiro. Tenho várias coisas a fazer, mas minha mão treme, parece até de raiva por não conseguir me concentrar. Minha mãe ligou hoje, pela primeira vez, desde que saí de casa. Não falou comigo, mas já é um avanço. Me sinto muito sozinha, longe de tudo que é meu. Na verdade, a única coisa que tenho é um cômodo com algumas coisas. Me sinto bem ali. Mas nem ele tenho comigo mais. Somente uma rotina a seguir agora. Concentração a adquirir. Tenho que tentar ter auto controle sobre mil coisas ao mesmo tempo. Por exemplo essa dor que não pára, essa tosse vadia e esses trabalhos a fazer. Também a hora em que acordo, talvez meu cabelo penteado pra sair ajude alguma coisa quando eu me olhar no espelho dos banheiros não? Tenho que voltar a focar em mim e não mais ficar recordando de um passado próximo sobre brigas e confusões. De nada adiantou chorar por tanto tempo, sofr...
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nem sabia q tu tem blog :~
♥