Eu gosto assim. Desse silêncio pra ler o que me escreve. A paz que me invade ao ter certeza de todos os lados correspondidos. Vejo tudo tão sólido, que são tolos os que duvidam. Pode não parecer claro, mas vou aprendendo a esclarecer. Pode parecer ridículo, mas ainda não olharam da forma correta. Pode parecer até engraçado, mas com eles, quando não é de verdade, choram ao invés de rir. E eu gosto assim, de saber sozinha ou mesmo gritando pro mundo inteiro, que posso confiar e me entregar, amar uma pessoa que não tem o mesmo sangue que o meu, mas conhece minha alma e meu coração de uma forma inacreditável. Conheço o quase não toque por carinho, a força vibrante de uma voz, a densidade das lágrimas por medo ou tristeza, as ondas de quase nenhuma amplitude tentando dizer da melhor forma, que somos um só pensamento, força, amor. Fecho os olhos, meu corpo de contorce e tudo passa como um filme. Sua força, lágrimas, seus toques, beijos, voz, fazem parte do meu organismo, tomado não só pela mente. Plenitude!
Sinto falta do que nunca existiu. Acho que até hoje, você não percebeu que nunca fomos amigos. E essa admiração que voce nunca teve por mim existe, porque pelo menos pra mim, nunca demonstrou. Tenho deja vu quando me sento numa mesa onde você também está e quando começa seu discurso que me humilha, me rebaixa e me critica sempre. Orgulho? Pelo visto nunca dei mesmo. Ao contrário do que pensa, nunca fui a melhor da sala, nunca tive muitos amigos, nunca fui muito de conseguir me enturmar. Se lembra da vez que chorei na cozinha porque meu irmão mais novo não tinha coragem de levar a irmã com ele, quando saía com amigos? Meu mundo era meu quarto, um som e meus cadernos. E hoje, escuto que peguei vocês de surpresa com meu comportamento, porque sempre 'fui normal'. Por isso, não sou aceitável. Que seja, eu não pedi ninguém pra me aceitar. Se hoje, consigo me divertir com amigos ou com a pessoa que amo, não adianta ficar bravo. Não é assim que se mostra nada além da indignação ignora...
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