Eu gosto assim. Desse silêncio pra ler o que me escreve. A paz que me invade ao ter certeza de todos os lados correspondidos. Vejo tudo tão sólido, que são tolos os que duvidam. Pode não parecer claro, mas vou aprendendo a esclarecer. Pode parecer ridículo, mas ainda não olharam da forma correta. Pode parecer até engraçado, mas com eles, quando não é de verdade, choram ao invés de rir. E eu gosto assim, de saber sozinha ou mesmo gritando pro mundo inteiro, que posso confiar e me entregar, amar uma pessoa que não tem o mesmo sangue que o meu, mas conhece minha alma e meu coração de uma forma inacreditável. Conheço o quase não toque por carinho, a força vibrante de uma voz, a densidade das lágrimas por medo ou tristeza, as ondas de quase nenhuma amplitude tentando dizer da melhor forma, que somos um só pensamento, força, amor. Fecho os olhos, meu corpo de contorce e tudo passa como um filme. Sua força, lágrimas, seus toques, beijos, voz, fazem parte do meu organismo, tomado não só pela mente. Plenitude!
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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