Medo, insegurança. Tudo misturado a uma força que nem sei bem de onde vem (ou melhor, sei sim *--*'). Depois de me afogar em sono e lágrimas, me disponho a escrever tudo que senti, se é que dá pra descrever tudo aquilo. Tudo que queria era poder saber diferenciar cada coisa, tudo que tenho vontade de fazer, e de falar. Mais uma vez escutei como tola, como criança ou doente, como qual me trataram dessa vez. Como uma insana, sem razão por falta de algo que tentam procurar. É tão fácil saber pra mim, apenas abrir os olhos. Mas não. Pra eles é loucura. Vejo meu pequeno ir embora contrariado. Sabe que indo, dói o pequeno coração, mas ficando, parece pior. Sofre talvez mais que eu, que tive pelo menos uma fase mais amigável. Sinti esperança, sinto até agora na verdade. Mas seja o que tiver que ser. O pior que posso perder é minha vida, as vezes sinto tanta dor que não sei explicar. Meu erro talvez seria ter nascido. Pelo menos aqui. Sei que devia ter gritado desde o dia em que assisti a estúpidas cenas, à ingnorância tremenda, vendo todos se calarem diante de alguém que amo, mas que infelizmente não teve nenhum argumento verdadeiro. Dói cada dia mais, mas pretendo sonhar e sonhar, me arriscar talvez por instantes. Um dia tudo isso será motivo de risos. Mas hoje, não conseguem ver que eu posso amar e ser amada. Independente de quem seja. Eu amo, e é de verdade. Se eu disse, não tenha dúvidas. Só queria ser ouvida como alguém que toma as próprias decisões pela primeira vez, mas com segurança. Pela primeira vez, sei o que quero. E sonho com cada detalhe. Nunca sonhe por alguém, se esse alguém não é você. Não tente realizar tantas coisas pra alguém que não seja você ou pelo menos que você não esteja incluído.
Sinto falta do que nunca existiu. Acho que até hoje, você não percebeu que nunca fomos amigos. E essa admiração que voce nunca teve por mim existe, porque pelo menos pra mim, nunca demonstrou. Tenho deja vu quando me sento numa mesa onde você também está e quando começa seu discurso que me humilha, me rebaixa e me critica sempre. Orgulho? Pelo visto nunca dei mesmo. Ao contrário do que pensa, nunca fui a melhor da sala, nunca tive muitos amigos, nunca fui muito de conseguir me enturmar. Se lembra da vez que chorei na cozinha porque meu irmão mais novo não tinha coragem de levar a irmã com ele, quando saía com amigos? Meu mundo era meu quarto, um som e meus cadernos. E hoje, escuto que peguei vocês de surpresa com meu comportamento, porque sempre 'fui normal'. Por isso, não sou aceitável. Que seja, eu não pedi ninguém pra me aceitar. Se hoje, consigo me divertir com amigos ou com a pessoa que amo, não adianta ficar bravo. Não é assim que se mostra nada além da indignação ignora...
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