Desci a rua com um ar de liberdade, de quem há pouco sofreu tanto, mas que acaba de ganhar forças pra continuar. Dentro de mim, uma pequena queixa, por não poder fazer melhor, mais e poder ficar com você dentro do bolso. Perdi o sentido do lado da rua, olhando pro céu, tentando achar uma estrela cadente. 'Eu quero tanto fazer um pedido' pensei. Mas depois de não encontrar nenhuma, não me esquentei. As coisas já estavam boas demais, pra melhorar assim. Sorri sozinha., meio boba. Passei a mão pelo meu rosto, sentindo o cheiro do perfume. Agora, vejo porque muitas vezes, não consigo mostrar a força do que sinto. É quase intorpecente, isso que me preenche. Não tenho tempo, nem consigo tentar te mostrar, a não ser aos impulsos nervosos de um gritos pela rua. Mas ainda sim, vou conseguir. Minha madrugada vai ser lembrar dos peixes, da lagartixa e da barata! E de cada reação sua em cada situação. Vou dormir sorrindo. Por dentro, a imensidão de um amor, que sinto com tanta força e cresce a cada dia. E a constante certeza do que quero, e do que me faz bem.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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