Os dias normais são sempre bons. Eu vejo que são porque não existem o ápice esperado dia. E quando você vê, ele passou! E quando você percebe, está deitada na cama com saudade de alguém. É, pensando bem não é lá tão bom assim. Mas eu ainda consigo ver a semana quase da mesma forma que via há anos atrás. Você acorda na segunda, pensando no que vai ser bom na semana, mesmo quando essa coisa boa esteja lá no sábado ou domingo. Porque afinal, vai chegar! E de quebra, pode ser que algo bom, ou melhor do que esperava, aconteça no meio da semana! Hehe, aprenda. Eita jogo do contente!
Voltei.
Voltei lá no tempo em que escrevia bastante. Quase sempre, quando dava. Mas dava mais do que dá hoje. Li várias vezes um texto antigo que escrevi para alguém. E dediquei o dia de hoje a pensar na pessoa que me transformei nos últimos três anos. Não confio em quase ninguém, e me dedico menos ainda a quem amo. Não sei mais explicar quando sinto amor. Não leio tanto mais, me amedronto com estranhos nas ruas, com ônibus lotados ou vazios demais e com a solidão. Logo eu, com medo da solidão. Ganhei um amor daqueles que sempre pedi, sem dor, sem tanto medo e com uma mochila nas costas. Só falta eu decidir quando será a partida. Mas às vezes acordo, olho para a cama e pro rosto dela deitada, dormindo e me pergunto se eu mereço tanto. Sinto que faço pouco. Escrevo pouco. E essa menina, ela merece tanto, tanto que o meu espelho do banheiro me fala todos os dias, que preciso trabalhar menos e amá-la mais. Voltei do trabalho hoje e a casa que vive infestada de gente, entrando e saindo está vazia...
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