Para toda via, eu tenho um blog. Não é nada concreto, nada que vá me levar a loucura, mas eu tenho um blog. Quando bate o desespero, quando preciso contar a alguém e não existe alguém, eu tenho o blog. Ele não vai ignorar minhas palavras, nem brigar pelo que penso ou sinto. O máximo que pode acontecer, é a internet cair e eu não postar, mas aí já não é culpa dele. É só mais um refúgio pra alguém que não é nada popular, e o msn não pula freneticamente quando esse alguém fica online. Msn pra que? Eu tenho um blog!
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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