Um dia atrás seus olhos me viam, mas eu estava desfocada ali. Percebi a cor deles e o que buscavam, procuravam algo urgentemente. Olhei pra mim, para as minhas mãos, não havia nada. E lá estava aquele par de olhos querendo algo. Seriam palavras? Falei. Mas deu (quase) tudo errado. E trêmulos, os olhos estavam em busca do desconhecido, e assim foram embora. Nem sei como chegaram em casa. Nem sei com que força se fecharam para só abrir horas depois. Pensei nisso a noite inteira. E só hoje, vi o foco brilhante e contrastante quando me olharam e não precisaram dizer nada: o sorriso veio mostrar que já estava tudo bem...
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
Comentários
I am Brazilian, and unfortunately was in the house. We, the gay comnidade are pleased to find sites outside of Brazil that could see the homophobia in the program. We are releasing all these sites and materials to see if so, take that monster in the house! Thanks!
Posted: Feb 25, 2010 at 8:12 am"