Hoje sei que conheço quase nada de você. Sei, que meu tempo de te ver sem mudanças, já se foi, e custa muito eu recuperar tudo de novo. Custa não por você, mas por mim. Sei da responsabilidade que é, ter seus segredos, comigo também. Hoje, vejo você, como uma melhor amiga que tive, que não deixa de ser amiga, mas que não sou sua melhor. Não por desmerecimento de um lado ou outro. Mas pela distância. Distância interna, em cada uma, em cada coração que procuravam coisas diferentes para levar na vida. Mas as lembranças são muito boas, muito mesmo. Todos os dias que compartilhei as gargalhadas, as coisas sem muito nexo que fazíamos, dos dias de nada a falar, nem fazer, que mesmo assim, contava com a gente no quarto, simplesmente ouvindo música. É amiga... sinto saudades, mas sei que é assim que tem que ser. Confesso que ainda queria ter controle do que passa com você, as vezes, corro demais a frente do tempo e me conta que nada demais aconteceu. As vezes, fico pra trás no tempo, e me dá um montante de notícias cabulosas, com idéias mirabolantes. Na verdade, nem imagino o que é ser você. Não tenho lá, muita noção. Não sei como foi, ter a vida por um fio várias vezes, e não ter ninguém para te segurar. Também não sei como é, amar tanto alguém e odiá-la ao mesmo tempo. Não sei como chegou a tudo isso. Sei, que merece sim, muita felicidade. Seja aqui, seja onde for. Seja com as melhores pessoas possíveis ao seu redor. Porque você é uma pessoa maravilhosa. Tenha certeza. Não precisa de nada que te faça sair de você mesma por alguns minutos, ou horas. Você, não precisa deixar de ser você, isso é certo. É certo também, que devo te pedir perdão, por tanto tempo que não te disse nada disso. Vejo que a vida, se vai num instante, e eu não poderia adiar mais. Siga sua vida e conte sempre comigo.
Voltei.
Voltei lá no tempo em que escrevia bastante. Quase sempre, quando dava. Mas dava mais do que dá hoje. Li várias vezes um texto antigo que escrevi para alguém. E dediquei o dia de hoje a pensar na pessoa que me transformei nos últimos três anos. Não confio em quase ninguém, e me dedico menos ainda a quem amo. Não sei mais explicar quando sinto amor. Não leio tanto mais, me amedronto com estranhos nas ruas, com ônibus lotados ou vazios demais e com a solidão. Logo eu, com medo da solidão. Ganhei um amor daqueles que sempre pedi, sem dor, sem tanto medo e com uma mochila nas costas. Só falta eu decidir quando será a partida. Mas às vezes acordo, olho para a cama e pro rosto dela deitada, dormindo e me pergunto se eu mereço tanto. Sinto que faço pouco. Escrevo pouco. E essa menina, ela merece tanto, tanto que o meu espelho do banheiro me fala todos os dias, que preciso trabalhar menos e amá-la mais. Voltei do trabalho hoje e a casa que vive infestada de gente, entrando e saindo está vazia...

Comentários
OBRIGADAAA !
VC ME CONHECE OTIMAMENTE BEM, TANTO QUE FEZ UM POST QUASE EXLUCIVAMENTE MEU. *---*