Não são copos com álcool, nem mesmo cigarro. Mas eu sei que pareço amarga se quiser me beber. Pouco destilada, eu tenho mania de realmente não misturar meus aspectos e pontos de vista com frequência. Não é por questão pessoal. É por questão de eu ser assim e ponto. Ou melhor, quase ponto. Eu sou flexível com milhares de coisas. Eu até escuto tudo que puder da boca de quem fala, leio outros pontos de vista extremistas e divergentes, mas na hora de defender o que penso, é exatamente como penso e ponto. Aí sim, ponto. Pode ser que o que eu pense, seja igual ou diferente do que você pensa. Mas isso nunca vai fazer eu gostar mais ou menos de você.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
Comentários