Por um bom tempo eu esqueci um monte de gente que esteve ao meu lado. Larguei todos, simplesmente dei tchau e fui embora, com poucas explicações. Eram momentos difíceis demais pra eu parar, explicar e ainda corria o risco de ninguém entender nada e ainda me julgar. Aos poucos, eu vejo algumas dessas pessoas, voltando à minha visão. Algumas voltam felizes, por me verem contente com a nova vida. Perguntam por tudo, comemoram. Outras com receio de algumas coisas. Nunca quis forçar ninguém a ouvir nada da minha vida. Eu gosto de cuidar de mim, sozinha. Acho digno. E amizades são fundamentais, mas depender delas todo o tempo não faz bem. Mas bem, atualmente eu sinto que ainda não sei lidar tanto com as pessoas. Com grupos. Com olhares que julgam. Não gosto de me apegar a colegas. Demoro a concluir amizades. Dizer "ele é um amigo" demora no meu mundo. Há precauções a tomar, muitas. Desculpa por ser tão estranha a ponto de esclarecer que fui ingrata em certos pontos. Eu ainda estou aprendendo.
Sinto falta do que nunca existiu. Acho que até hoje, você não percebeu que nunca fomos amigos. E essa admiração que voce nunca teve por mim existe, porque pelo menos pra mim, nunca demonstrou. Tenho deja vu quando me sento numa mesa onde você também está e quando começa seu discurso que me humilha, me rebaixa e me critica sempre. Orgulho? Pelo visto nunca dei mesmo. Ao contrário do que pensa, nunca fui a melhor da sala, nunca tive muitos amigos, nunca fui muito de conseguir me enturmar. Se lembra da vez que chorei na cozinha porque meu irmão mais novo não tinha coragem de levar a irmã com ele, quando saía com amigos? Meu mundo era meu quarto, um som e meus cadernos. E hoje, escuto que peguei vocês de surpresa com meu comportamento, porque sempre 'fui normal'. Por isso, não sou aceitável. Que seja, eu não pedi ninguém pra me aceitar. Se hoje, consigo me divertir com amigos ou com a pessoa que amo, não adianta ficar bravo. Não é assim que se mostra nada além da indignação ignora...
Comentários