A cada encontro, me sinto mais e mais distante daquele hemisfério afetuoso, criado a anos e tão bem alimentado por mim. Nunca existiram promessas de amizade eterna. Mas também, não haviam promessas sobre mentiras, devaneios e nem mesmo sobre essas frases com tanta persuasão sobre odiar amigos. Sabe como é, as pessoas mudam. Ou então elas simplesmente nunca foram o que a gente pensava que fosse. Sei lá como são essas regras. Eu só acredito que mereço a verdade, porque a verdade eu sempre plantei. Nada adianta acreditar nas próprias mentiras, um dia elas engolem você só, e quando acordar, pode perder a noção de espaço e tempo.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
Comentários
Muito bom o texto, como sempre né, Sofia?! Sabe, adoro esse seu jeito de escrever... Passa tanta verdade, passa tanto sentimento...