Entendo quando concluo que aprendi milhares de coisas durante os últimos anos. Mas concluo que desaprendi também. É preciso recomeço pra mim. Já não sei recomeçar, me perder por erros bobos, mas me reencontrar logo depois. Fico vagando por entre as lembranças, com a cabeça cheia de responsabilidades, coisas a fazer, a planejar. Eu sei, tenho um futuro lindo a construir, e é agora. Mas aí, pensar que o futuro que eu havia superficialmente planejado, se descarrilhou desesperadamente por entre os trilhos, me deixou fraca a ponto de ter que parar no meio da estrada. Por hora estou aqui, sozinha. Mas prometo a mim mesma retomar minha caminhada. Eu e todas essas peças dilaceradas pelo chão. Me basta Deus, minha mala e meu espírito.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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