Promessas sobre dias sem fazer muita coisa, preencher o quarto com todos os detalhes que guardei bem escondido até de mim mesma e deixar todas as coincidências (ou não) tomarem conta. Se tive uma pequena premonição do que aconteceria uma vez, acordar todos os dias e mesmo sozinha, conseguir olhar a janela sorrindo é algo que eu não imaginaria fazer tão cedo. Engraçado é ficar feliz, simplesmente por estar feliz da forma que estou. Parece confuso, mas é que ás vezes me pego olhando a rua pela janela, como se ela fosse apontar na esquina e, mesmo sabendo que é quase impossível, começo a rir e volto a tudo que tenho pra fazer. Porque é bom sentir saudades, é bom esperar. É bom poder ser livre pra fazer o que eu quiser, finalmente. E no final do dia ainda sim pensar em um nome só.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
Comentários