Gosto da falta de tempo pra pensar. Sobra prática, faltam minhas teorias mirabolantes sobre o que sou para cada um e consequentemente um "quê" de liberdade, quando tudo ao redor ganha um dólar por crítica. O que eu quero parece caro e não dá pra pedir de natal. A dúvida quanto ao caráter dos outros, a certeza de alguma coisa realmente boa e forte que outros sentem por mim. Ligar o "foda-se". Eu quero esse botão de natal também. Mesmo que eu me sinta com cinco anos, abrindo uma caixa de um brinquedo que vai me fazer brincar sozinha, pela maioria do tempo.
Sinto falta do que nunca existiu. Acho que até hoje, você não percebeu que nunca fomos amigos. E essa admiração que voce nunca teve por mim existe, porque pelo menos pra mim, nunca demonstrou. Tenho deja vu quando me sento numa mesa onde você também está e quando começa seu discurso que me humilha, me rebaixa e me critica sempre. Orgulho? Pelo visto nunca dei mesmo. Ao contrário do que pensa, nunca fui a melhor da sala, nunca tive muitos amigos, nunca fui muito de conseguir me enturmar. Se lembra da vez que chorei na cozinha porque meu irmão mais novo não tinha coragem de levar a irmã com ele, quando saía com amigos? Meu mundo era meu quarto, um som e meus cadernos. E hoje, escuto que peguei vocês de surpresa com meu comportamento, porque sempre 'fui normal'. Por isso, não sou aceitável. Que seja, eu não pedi ninguém pra me aceitar. Se hoje, consigo me divertir com amigos ou com a pessoa que amo, não adianta ficar bravo. Não é assim que se mostra nada além da indignação ignora...
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