No meio da noite acordo e, naqueles momentos de virar o corpo pro outro lado da cama, solto um riso estranho, de sono embriagado e misturado a mais alguma coisa que não sei sintetizar numa só palavra. Podia simplesmente sentir falta e voltar a dormir. Mas as lições de fazer de tudo isso um pacote de motivos pra sorrir, vieram dela. E aquele resmungo de quem não gosta do arzinho do "respiro" que solto no seu ombro, aquela mania de começar uma guerra de cócegas mesmo sabendo que vai perder, os sustos matutinos que já não me pegam mais (porque prefiro sorrir a me assustar), chegam e são sempre bem vindos. Porque sorrir economiza musculatura, amar aumenta o tempo de vida, tempo e espaço são meros detalhes.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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