Ei pai, aqui parece um vulcão em erupção, apesar do frio ter apenas começado. Eu sei que escolhi essa vida, e sei que está sorrindo a pensar na carreira de alguém que viaja tão longe só pra estudar. Mas olha pai, tem dias que só queria mesmo estar aí em casa, deitada no sofá vendo os programas que você detesta e diz, ou aqueles programas que você acha legais, bonitos, mas não dá um sorriso por teimosia de pai, que não pode dar o braço a torcer e concordar com a filha ariana. Ah pai, eu sinto sua falta viu.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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