De tempos em tempos, a vida me traz umas mulheres de força bruta pra minha vida. Vou conhecendo uma a uma e carregando esse carinho e cada história a cada canto que passo. A que vou me casar me ajuda a ser alguém melhor e mais forte, com um coração escondido embaixo de tatuagens que é mais doce que o meu. As outras se tornam a cada dia um exemplo de coragem. Eu só quero dar um salve a todas, do Egito ao Japão, das amigas de Minas e pelo Brasil a fora. Me dão mais esperança todos os dias.
Voltei.
Voltei lá no tempo em que escrevia bastante. Quase sempre, quando dava. Mas dava mais do que dá hoje. Li várias vezes um texto antigo que escrevi para alguém. E dediquei o dia de hoje a pensar na pessoa que me transformei nos últimos três anos. Não confio em quase ninguém, e me dedico menos ainda a quem amo. Não sei mais explicar quando sinto amor. Não leio tanto mais, me amedronto com estranhos nas ruas, com ônibus lotados ou vazios demais e com a solidão. Logo eu, com medo da solidão. Ganhei um amor daqueles que sempre pedi, sem dor, sem tanto medo e com uma mochila nas costas. Só falta eu decidir quando será a partida. Mas às vezes acordo, olho para a cama e pro rosto dela deitada, dormindo e me pergunto se eu mereço tanto. Sinto que faço pouco. Escrevo pouco. E essa menina, ela merece tanto, tanto que o meu espelho do banheiro me fala todos os dias, que preciso trabalhar menos e amá-la mais. Voltei do trabalho hoje e a casa que vive infestada de gente, entrando e saindo está vazia...
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