Em um dia comum, com vários jovens com caras amarradas em minha direção, um senhor que trabalha no caixa da Target conversava alto e não parecia se cansar em dizer "Oi! Como está?" e se despedir calorosamente desejando feliz ano novo, sendo dia 5 de janeiro. Alguém ainda deseja feliz ano novo? Pois é, fiquei na fila feliz esperando minha vez, contente por ter escolhido aquele caixa. Depois de ser recebida de forma carinhosa, com vários sorrisos ele adivinhou: "Está voltando para os dormitórios né? Eu advinhei!" e me desejou um incrível semestre e ano. Bom, apesar de tanta oposição aparente, eu tô confiando nesse cara. Mais do que eu posso imaginar.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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