Todo o efeito do sol, compreende essa minha vontade de sair um pouco e relaxar. Sei o quanto preciso estudar, sei o quanto preciso superar minhas expectativas, sei muito bem que meu inglês ainda não está perfeito, longe disso. Vivo a saber das minhas falhas, dos meus pequenos rancores, e de talvez um bocado de pessimismo que ainda guardo. Os dias cinzas me lembram muito mais dos meus defeitos. E eu, me desdobrando em culpa e estudo latente, percebo que o efeito não é grande. Agora é a vez do sol, de suar de calor, de ter sede. Me deixa viver, me deixa viver...
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
Comentários