Eu quero ver beleza no que passou e foi bonito. Mas hoje, eu preciso sorrir por outros motivos. Eu quero rir do que passou e foi engraçado. Mas hoje, procuro me divertir com lugares e pessoas totalmente diferentes. Eu quero poder um dia, me sentar na mesma calcada, e contemplar o tempo, que voa, que cura e que faz florescer de novo. E por fim, entender e fazer ser entendida sobre essa evolução que a vida e. Eu prometo um dia, sorrir, compartilhar novidades, abraços, sobrinhos no colo e talvez ate filhos. Mas hoje, eu eu quero me enxergar, olhar apenas meu caminho ate que não haja mais dor. Amanha vai ser outro dia.
Voltei.
Voltei lá no tempo em que escrevia bastante. Quase sempre, quando dava. Mas dava mais do que dá hoje. Li várias vezes um texto antigo que escrevi para alguém. E dediquei o dia de hoje a pensar na pessoa que me transformei nos últimos três anos. Não confio em quase ninguém, e me dedico menos ainda a quem amo. Não sei mais explicar quando sinto amor. Não leio tanto mais, me amedronto com estranhos nas ruas, com ônibus lotados ou vazios demais e com a solidão. Logo eu, com medo da solidão. Ganhei um amor daqueles que sempre pedi, sem dor, sem tanto medo e com uma mochila nas costas. Só falta eu decidir quando será a partida. Mas às vezes acordo, olho para a cama e pro rosto dela deitada, dormindo e me pergunto se eu mereço tanto. Sinto que faço pouco. Escrevo pouco. E essa menina, ela merece tanto, tanto que o meu espelho do banheiro me fala todos os dias, que preciso trabalhar menos e amá-la mais. Voltei do trabalho hoje e a casa que vive infestada de gente, entrando e saindo está vazia...
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