Sempre tentando entrar em equilíbrio e vendo meus erros a cada segundo. Deveria ir com mais calma, deveria ir mais rápido, deveria pensar duas vezes, deveria deixar de pensar. E no final eu tenho muita história pra contar. Mas agora, na altura do campeonato, não há muito o que fazer. A sensação pela primeira vez é de que aquela música finalmente faz todo o sentido. Nem desistir nem tentar, agora tanto faz. Estamos indo de volta pra casa. Além dos amigos que só Deus sabe quando verei outra vez, darei um abraço forte, compartilharei bebidas, histórias e lágrimas. Contando ainda a vida no Brasil, super corrida, sem tempo. Além disso tudo, deixo um par de olhos incríveis com aquele (esse) sorriso sem medo de viver. Deixar não deveria ser o verbo, talvez é melhor pensar que seremos livres pelo mundo. Por onde eu for, deixarei portas e janelas abertas. Por onde ela for, espero que leve um pedaço de mim, no português arrastando falando de amizade. De longe, uma das melhores pessoas que já conheci. E então vejo que me controlar parece bobagem, que ter medo da entrega não faz sentido e que se eu sentir muita dor pra enfrentar o adeus, foi porque vivi, de fato algo incrível.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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