Eu venho pensando em criar outro blog, deixar essa bagagem enorme de lado porque simplesmente é só um guarda tudo que criei há anos atrás. Sim, é muito, é pesado, mas não acrescenta tanto a não ser a mim mesma. E o pior é que penso que se eu divulgo esse link, existe tanta coisa velha, pesada, forte e ao mesmo tempo tão babaca que me dá preguiça de lidar com isso. Eu venho tendo tempo livre, de uma forma estranha, que me faz parecer que não estou sabendo aproveitar esse tempo. Meus trabalhos não ficam tão bons, no estágio as coisas não rendem como eu queria e na hora de sair e me divertir com amigos eu não alcanço nem um terço da diversão que gostaria. Falta algo, sempre. E por incrível que pareça, me sinto melhor quando tenho minha família e Angela comigo, de alguma forma. Então vou focando no que me faz bem e deixando o resto pra trás. Caso eu crie outro blog, provavelmente não será esse melodrama como aqui.
Voltei.
Voltei lá no tempo em que escrevia bastante. Quase sempre, quando dava. Mas dava mais do que dá hoje. Li várias vezes um texto antigo que escrevi para alguém. E dediquei o dia de hoje a pensar na pessoa que me transformei nos últimos três anos. Não confio em quase ninguém, e me dedico menos ainda a quem amo. Não sei mais explicar quando sinto amor. Não leio tanto mais, me amedronto com estranhos nas ruas, com ônibus lotados ou vazios demais e com a solidão. Logo eu, com medo da solidão. Ganhei um amor daqueles que sempre pedi, sem dor, sem tanto medo e com uma mochila nas costas. Só falta eu decidir quando será a partida. Mas às vezes acordo, olho para a cama e pro rosto dela deitada, dormindo e me pergunto se eu mereço tanto. Sinto que faço pouco. Escrevo pouco. E essa menina, ela merece tanto, tanto que o meu espelho do banheiro me fala todos os dias, que preciso trabalhar menos e amá-la mais. Voltei do trabalho hoje e a casa que vive infestada de gente, entrando e saindo está vazia...
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