Eu venho pensando em criar outro blog, deixar essa bagagem enorme de lado porque simplesmente é só um guarda tudo que criei há anos atrás. Sim, é muito, é pesado, mas não acrescenta tanto a não ser a mim mesma. E o pior é que penso que se eu divulgo esse link, existe tanta coisa velha, pesada, forte e ao mesmo tempo tão babaca que me dá preguiça de lidar com isso. Eu venho tendo tempo livre, de uma forma estranha, que me faz parecer que não estou sabendo aproveitar esse tempo. Meus trabalhos não ficam tão bons, no estágio as coisas não rendem como eu queria e na hora de sair e me divertir com amigos eu não alcanço nem um terço da diversão que gostaria. Falta algo, sempre. E por incrível que pareça, me sinto melhor quando tenho minha família e Angela comigo, de alguma forma. Então vou focando no que me faz bem e deixando o resto pra trás. Caso eu crie outro blog, provavelmente não será esse melodrama como aqui.
Sinto falta do que nunca existiu. Acho que até hoje, você não percebeu que nunca fomos amigos. E essa admiração que voce nunca teve por mim existe, porque pelo menos pra mim, nunca demonstrou. Tenho deja vu quando me sento numa mesa onde você também está e quando começa seu discurso que me humilha, me rebaixa e me critica sempre. Orgulho? Pelo visto nunca dei mesmo. Ao contrário do que pensa, nunca fui a melhor da sala, nunca tive muitos amigos, nunca fui muito de conseguir me enturmar. Se lembra da vez que chorei na cozinha porque meu irmão mais novo não tinha coragem de levar a irmã com ele, quando saía com amigos? Meu mundo era meu quarto, um som e meus cadernos. E hoje, escuto que peguei vocês de surpresa com meu comportamento, porque sempre 'fui normal'. Por isso, não sou aceitável. Que seja, eu não pedi ninguém pra me aceitar. Se hoje, consigo me divertir com amigos ou com a pessoa que amo, não adianta ficar bravo. Não é assim que se mostra nada além da indignação ignora...
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