Os dias normais são sempre bons. Eu vejo que são porque não existem o ápice esperado dia. E quando você vê, ele passou! E quando você percebe, está deitada na cama com saudade de alguém. É, pensando bem não é lá tão bom assim. Mas eu ainda consigo ver a semana quase da mesma forma que via há anos atrás. Você acorda na segunda, pensando no que vai ser bom na semana, mesmo quando essa coisa boa esteja lá no sábado ou domingo. Porque afinal, vai chegar! E de quebra, pode ser que algo bom, ou melhor do que esperava, aconteça no meio da semana! Hehe, aprenda. Eita jogo do contente!
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Escutando RBD rs.
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Belo Horizonte parece querer explodir de calor. Logo no dia em que não trabalhei, porque só amanhã enfrento um novo emprego. Dia de calor, me deu uma nostalgia infernal. Geralmente tenho isso no mês de novembro, quando vejo como o ano passou rápido. Mas dessa vez, veio mais cedo. Fiquei me lembrando que há um ano atrás, eu estava desesperada por arrebentar a conta de telefone da minha mãe, sem ela ter idéia, por alguém que nem sei de onde surgiu. Saía todo fim de semana, várias histórias pra contar. Uma turma que se entrelaçava, quase não brigava e eu pagava pra ver o final de cada um. Aí descobri que não havia final, assim. Mas o que acontece é que aos poucos, as coisas e as pessoas vão ficando distantes. Karol, Nanda, Thaís, Luíza, Vinícius vagaba, Vinícius, Vítor, Daniel, alguns da escola tipo Fael, Aninha, Poliana Aline, Yasmim, da rua, da internet como a Mari, a Isa Pavan, a Rosie, Otávio, gente que nem sei o nome! Gente que sinto falta o tempo todo, mesmo sabendo que aquele tempo...
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V ai, me fala alguma coisa pra eu postar no blog! Diz! Vai! Deitada num forro de mesa comprado há minutos naquela loja hiper pop, lotada em frente à feira hippie, em cima da grama, com aquele céu todo pra nós, flores pra todo lado, e até um riacho fazendo um barulinho bom ali do lado. Sem levar em consideração que um senhor disse que aquela água do tal riacho era a mesma do hospital lá de fora, a gente até molhou os pés enquanto eu gritava de nojo das peles de lodo que tinham pelas pedras. Cômico sim, mas foi o dia mais lindo! Só não conto nada da noite porque aí já é demais! Mas é incrível como nesses dias, consigo enxergar o meu novo lar. Minha nova medonha e linda cidade, cheia de perigo, mas de coisa boa também. Me senti a pessoa mais feliz do mundo conversando com você às 11 da noite, num ponto de ônibus qualquer enquanto um bêbado tentava fazer um conserto de jazz, imitando um saxofone com a própria boca! Minha sonolenta jornada, eu realmente fico estranha quando iso acontece. Vo...
Isso foi há uma semana '-'
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A cada vez que tenho que permanecer num lugar onde o pagode e o sertanejo são fortes e relevantes, me dá uma vontadezinha de fugir. Dormi, apaguei essa tarde. Como se eu não dormisse há anos. Enquanto casos sobre casais que nem ainda são casais, mas que pretendem ser, surgiam lá fora. Me senti uma bolha, pra variar. Nada como uma cama pra mim não? Eu ainda escutava o pagode no fundo, mas o sono foi mais forte. Voltei pra casa numa 'longa viagem', junto com gente de todo tipo, mas todos com cara de cansados. Isso é domingo! Fim de domingo, lá vem segunda. Pelo menos não tem sertanejo nem pagode.
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Eu sei que é meu primeiro emprego e não posso ficar falando demais. Mas sim, estão sendo incríveis meus sábados com minha peculiar frase: Bom dia, o senhor já possui o cartão C&A? Não? Me empresta sua identidade, CPF e cartão de crédito?. Sim, estou sendo irônica. Porque quando me respondem: Esse cartão só me dá dor de cabeça!, ou Odeio cartões!, ou ainda Nem precisa me dizer! eu ainda completo minha frase sorrindo peculiarmente: Boas compras senhor! Me sinto incrível, quando vejo que paereço mesmo um robô. Vejo que sim, sirvo pra fingir que estou bem. Isso é uma vantagem e tanto! Um produto pode valer muito mais do que eu, com minhas singelas frases bem feitas (copiadas). Talvez eu tenha nascido pra... escrever sobre coisas inúteis. Porque trato a partir de hoje, meus dias e meu lugar de trabalho, como um campo pra imaginação, e quero sim, reparar e estudar cada cliente. Das senhoras sem educação que brigam e gritam, até as velhinhas carentes que me contam toda sua vida em minutos...