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A esperança equilibrista

Sozinha, sempre fui e sempre me acostumei a ser. Nunca buscava refúgios a não ser um pouco mais de mim num papel, nos cadernos em branco que encontrava pela casa ou em músicas que se parecem comigo. Sou forte, a ponto de me machucar várias vezes só pra ter certeza da dor. Sou fraca, a ponto de chorar sozinha, por sentir muito intensamente, cada palavra que se é direcionada a mim. Não levar tão a sério pra mim é difícil. Mas sei, que cada lágrima que cai, me entope de força. Não instantaneamente. Não aquela força que me faz levantar de pronto da cama, me dizendo que não é sono, e sim tristeza. Mas uma força que sei que existe, e que vem um tempo depois das lágrimas. Eu poderia ser mais viva, eu sei. Mas essa força, infelizmente me deixa mais fria e sonolenta. Como um remédio que me faz dormir pra eu me esquecer. Claro que me recordo! De tudo! Mas vejo com outros olhos, se for possível. No fundo, sou só. Esse pó nem tanto incorporado. Que nem todos lembram. Que poucos conhecem. Que algun...

Mais uma escrita pra mim (:

A nd I've always lived like this Keeping a comfortable, distance And up until now I had sworn to myself that I'm content With loneliness Because none of it was ever worth the risk You are the only exception ... I've got a tight grip on reality But I can't Let go of what's in front of me here I know you're leaving In the morning, when you wake up Leave me of some kind of proof it`s not a dream You are the only exception And I'm on my way to believing Oh, And I'm on my way to believing !
Será que sou fraca demais, se fico num ponto apenas, por muito tempo, insistindo em uma coisa só? Ou será que sou forte demais, a ponto de não desistir de nenhum dos meus planos, inclusive esse, um dos mais difíceis e menos previsíveis? Baxei um filme, com nome de 'As cores do amor'. Versão em inglês 'Goldfish Memory'. Além de me deixar calma e me fazer rir nesse dia chato de chuva e ciúmes demais, me deixou mais sensível do que o normal. Essa parte bem, não sei se é tão boa assim. Mas tirei uma conclusão disso tudo, com uma frase do filme. Um peixinho dourado, tem memória de três minutos. Considere-se um deles, ou não. E vi que sou um deles. Porque preciso escutar frequentemente a importância que tenho para as pessoas, eu me esqueço.
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Amava quando sabia o que dizer. Quando o que dizia, era forte o suficiente pra te fazer sorrir. Quando o que fazia, te fazia imóvel e surpresa por instantes. Quando o que mostrava, te fazia chorar. Quando o que sentíamos, nos fazia ter esperança para melhorar tudo. Amava-me assim. Amo ainda, quando me toca as mãos, depois de ver a bagunça que fizemos por tanta bobagem falada. Amo, quando cócegas ou piadas nos fazia esquecer do mundo lá fora do quarto, e tudo que tínhamos (e temos) nas costas, quando pesava demais. Não posso mais te fazer cócegas, te contar piadas. É errado meu amor. O que sei e faço, é dizer que mesmo sem piadas, sem cócegas, e sem esquecer do 'monstro mundo' que nos persegue com suas realidades, somos sim fortes. A diferença é que a gente cresceu um monte. E crescer dói. Mas crescemos, porque somos fortes. Pra chorar, sorrir, convencer de que vale a pena, nos convencer de que tudo vale a pena, pra gritar de desespero, pra pedir ajuda, pra ter medo (e dizer que...

Talvez eu mude, mesmo.

Assim, fechada. E de tal forma cresci com tanto medo de me apegar à algo do mundo e sofrer por falta do mesmo, que permaneci até hoje assim. Se entrar na minha vida, faça-me o favor de não sair se ver eu me entregando a ti de tal forma a ponto de me esquecer. Antes de tudo, cuide bem das palavras a mim dirigidas e as aprecie bem, porque eu as aprecio. As engulo, e durante a digestão, posso vê-las de acordo com meu brilhante humor, e encaixá-las em partes importantes ou fúteis. Sou difícil demais de lidar. Sou fácil, devagar, lerda para quem não me conhece. Mas quem disser que sou difícil, imperativa ou mesmo rabujenta, infeliz e vítima da minha própria auto estima baixa, esses sim, têm grande espaço na minha vida e nesses eu confio. Pra esses, minha vida é só um livro aberto, meu rosto é fácil de decifrar, e minha ânsia de vômito repentina, é sinal de que estou triste demais e provavelmente preciso deles.

Já vi que não posso ficar tão solta...

No meu braço, nas minhas mãos, o cheiro, que não lá bem um cheiro, do meu cachorro. Depois que aprendi a fazer massagem nele, e ver ele se derretendo todo do meu lado, não parei mais. É bom, me sinto cada vez mais sociável, mesmo que com meu próprio cachorro. Já é um avanço não? Sempre penso que é melhor, mesmo que seja difícil. Começo com os animais que seja, mas vamos Sofia, vamos à socialização! Lógico que contarei aqui, cada passo dado, mas há um limite. Sempre há. Mas, que irõnica essa minha vida! Que passe o mundo a me conhecer, que eu faça mil amigos ou inimigos, existem coisas, ou melhor, pessoas, que estão intactas, num espaço dentro de mim que nunca muda. Por que é sincero! Me dei conta disso, quando com as mãos molhadas, fui soprar meu cabelo no ombro e senti um outro cheiro... dela. Reconheci, óbvio... acho que é permanente sabe? Não vai sair nunca! Não, se eu não deixar... (...) me vem logo aquele cheiro, que passa de você pra mim, num fluxo perfeito...

Acho que essa foi feita pra mim rs.

De onde vem a calma daquele cara ? Ele não sabe ser melhor, viu? Como não entende de ser valente ele não sabe ser mais viril Ele não sabe não, viu? Às vezes dá como um frio É o mundo que anda hostil O mundo todo é hostil De onde vem o jeito tão sem defeito que esse rapaz consegue fingir? Olha esse sorriso tão indeciso tá se exibindo pra solidão Não vão embora daqui Eu sou o que vocês são Não solta da minha mão Não solta da minha mão Eu não vou mudar não Eu vou ficar são Mesmo se for só não vou ceder Deus vai dar aval sim, o mal vai ter fim e no final assim calado eu sei que vou ser coroado rei de mim... Los Hermanos.