M inhas bonecas me olharam por dentro da mala grande. Questionaram se algo vai mudar. Claro que não! Tem coisa que fica guardado pra sempre, e acredito que foi tudo como tinha que ter sido. Mas as pequenas, continuam a me olhar, sem saber pra onde vão. Não se preocupem, tudo fica bem, tudo passa. Sempre passou. Além do mais, nunca me senti tão bem, como agora. Sem carga alguma nas costas. O coração puro e aberto. Aprendi com vocês meninas, com vocês. Não preciso mais mentir com os olhos, nem forçar sorrisos, nada. Sou eu, eu mesma agora e sempre. Nunca menti, nunca farei isso. A melhor forma de se libertar de algo, é encarando a própria verdade.
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Mudam tudo. Minhas cores, meu novo horizonte, minhas fontes. Depositei a partir de hoje, minha felicidade em mim mesma e em minhas metas. Antes era assim, porque não voltar às origens? Vejo tudo de uma forma tão diferente, que acho que mudei até meu semblante. Preciso agora ler, ler muito. Conhecer muita coisa. Quero me dar o valor. E quero que me dêm valor. Há muito não sinto isso.
primeira tentativa
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Na certa, não vou acreditar de cara. Farei tudo conforme o ritmo, o meu próprio e mandarei todos seguirem de acordo com ele. Na certa, terei medo, mas irei esconder tudo, bem escondido. Na certa, estarei só, mas feliz. Tenho mãos gélidas, um rosto assustador, e hoje, posso controlar minha sonolência, se não beber remédio. Tenho pernas fracas ainda, mas isso é e sempre foi coisa minha. Minhas espinhas não são tão horrendas assim. Meu cabelo melhorou um bocado depois da química da esquina. Na certa, aprendi um monte de coisas, e tomei juízo de que nunca foi exatamente como eu quis que fosse. Talvez amanhã tudo mude de novo. Mas vou viver agora. Eu não te amo tanto assim. Foi questão de não seguir meu ritmo, e sim o seu. Assim, quase siamesas, acabei mudando tudo de lugar. Por isso pensei em voltar. Não é tão forte assim. Mas tudo bem. Não é assim, coisa de alma.
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Hoje, queria prolongar meu sono, como tentei fazer há dois dias atrás. Voltei a estaca quase zero, me sinto mal e perdida outra vez. Sei que uma dose de otimismo não faz mal a ninguém, mas dessa vez, o contráro tomou conta. Acho que já disse por aqui, como novmebro me dá nostalgia. Muita! Me machuca pensar que faz um ano que deixei a vida escolar, que esse ano passou rápido demais (sempre assim), e que, apesar de todos os meus esforços, pode ser que nenhum dos meus sonhos se realizarão. Nenhum! Talvez eu tenha que mudá-los agora. Mas não quero. Não! O que foi isso, que aconteceu? Tento entender, de verdade. Era tudo tão mais fácil, foi ficando alegre, foi ficando real... e hoje eu me pergunto, o que foi que aconteceu? Onde estão meus sonhos? Minhas metas? Onde estão agora, todos aqueles planos, sobre as roupas no varal? Onde é que guardou os textos, pra onde foram? Falta explicação. Muita explicação. Por nada, por nada, e como pó se esvoaçou pelo vento, sem me deixar pegar e observar s...
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Não quero mais dramatizar cada detalhe da minha vida. Eu, depois que aprendi a escrever assim, não parei mais. Mas chega a ser patético e eu mesma já me sinto irritante assim. Tentarei colocar mais humor, pelo menos mais realidade em cada frase. Ops, realidade não. Acho que... mais humor, mais humanismo. Só. Porque, se eu for contar que me sentei numa calçada pra conversar com uma flor, bem, vão dizer que estou insana! Mas pensando bem, não é tão insano assim. Minha avó materna, segundo minha mãe (não cheguei a tempo de conhecê-la) conversava, brigava e elogiava as plantas do quintal, a fim de vê-las melhores e mais bonitas. Pois bem, conversei sim com as flores. Elas me dizem muito, sei que dizem. A única coisa que fiquei intrigada, foi com a chegada delas, ali. E no quanto elas estão resistentes ao calor estonteante e quando vem toda aquela chuva, como elas ainda estão lá? Lógico que ela não responderam né? Seria insano demais da minha parte. Mas bem nessa hora bateu aquele vento. Be...
Não me dê chá de lírio rs. Se não eu tomo.
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Todas as músicas que eu escutava lá com meus treze anos de idade, hoje fazem muito sentido. Muito. Desde as antigonas da Avril, até meus desesperadores RBD's. É, nunca imaginei que não iria aguentar ouvir uma música, porque nessa hora, meu remedinho não faria efeito. Coisas como 'caí lá do alto', ou mesmo 'voooolta!' fazem um sentido de me arrepiar! Mas hoje, hoje estou melhor. Não bem, mas melhor. Consegui sentir a noite e seu vento, me consolando. Consegui falar com amigos, e tocar nos lírios sem chorar. Me lembrei que ainda não sei cuidar de lírios. Os do meu quintal, estão mesmo morrendo e não sei o que fazer. E me lembrei que quando estava em Lavras, meus pais me deram lírios e estes também morreram. É incrível, mas eu ainda consigo ver minha vida e sua expectativa de acordo com lírios ao redor. Mas seria insano demais, não? Os lírios que morreram quando fui embora, voltaram a nascer. Pudera! Eu estava tão feliz. Eu ainda consigo sentir tanta coisa... que não q...