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Oscilo entre o tudo e o nada. Me vejo extremista demais com tudo que sinto. E me lembrei de uma conhecida, dizendo uma certa teoria, de um filósofo que não me lembro bem o nome. Apenas me lembro que havia uma comparação da vida, com uma vara, fincada no chão. Quando vem vento, tempestade e desastres, se a vara não se quebrar, o máximo que irá acontecer é que ela oscile muito rapidamente de um lado para outro. E até que tudo volte ao normal, e ela se mantenha em equilíbrio novamente. A vida é assim. E eu, estou há muito tempo, buscando o equilíbrio, enquanto os ventos não param!Apenas, revezam com as tempestades. Se não estou feliz demais, estou triste demais. Pela primeira vez, não gosto de tudo tão intenso. Queria mais harmônico. Peço a Deus, que nada mais faça a varetinha oscilar. Ou então, que eu seja mais e mais forte, e não perca meu equilíbrio. Se é que eu tenho ele.
Eu só queria um pouco de paz. Eu sei que sou normal, e tudo que eu queria, era poder voltar a gargalhar. E morrer de cócegas, e quase fazer xixi na calça. Mas vieram e me disseram que não vou ter uma vida normal. Vim ao mundo para sofrer. Lhe provarei o contrário, mesmo que agora eu só tenha lágrimas.
E hoje, eu descobri, que se eu olho para o céu às 18:43 horas, minha cabeça pode doer e meu olho fica sensível, mesmo que o céu esteja lindo. Descobri que se pensa muito no lado bom da vida, quando num só dia, você frequenta mais de dois médicos de especialidades diferentes. Percebi que tudo está sujeito à mudança. Seu coração também. A todo tempo. Entendi que preciso saber falar, mas criançinhas podem ser más sim. Aprendi que ainda vai levar um tempo, pra que eu me sinta segura, de que sei o que quero, e talvez isso cause gritos pela casa. Ah, concluí que acordar com gritos é péssimo e dá sono. Me lembrei que calor me cansa o corpo, e me dá sono também. E que frio demais, me deixa extremamente preguiçosa e geralmente também vou para a cama dormir. E comecei a pensar que, talvez, o sono não me engorde, como faz com as outras pessoas. Estou com 45 kilos e um estômago chato, que seleciona demais o que entra e o que não entra! Mas quando eu estava sentada na calçada às 18:43 horas eu ti...
Um dia atrás seus olhos me viam, mas eu estava desfocada ali. Percebi a cor deles e o que buscavam, procuravam algo urgentemente. Olhei pra mim, para as minhas mãos, não havia nada. E lá estava aquele par de olhos querendo algo. Seriam palavras? Falei. Mas deu (quase) tudo errado. E trêmulos, os olhos estavam em busca do desconhecido, e assim foram embora. Nem sei como chegaram em casa. Nem sei com que força se fecharam para só abrir horas depois. Pensei nisso a noite inteira. E só hoje, vi o foco brilhante e contrastante quando me olharam e não precisaram dizer nada: o sorriso veio mostrar que já estava tudo bem...
Se não tiver nada pra fazer, eu vou mexer nos meus dedos. E se caso eu ficar nervosa, eu vou mexer mais ainda neles. E principalmente nas minhas unhas. E se eu ficar mais nervosa ou triste, vai sangrar meus dedos, Minhas unhas vão diminuir. Assim, como meu nervosismo.
'Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro!' Meninas saem com sede de sexo, a troco de um gozo ou um pouco mais de fama. Buscam carros luxuosos, caras famosos, malhados, rostos bonitos ou simplesmente um pouco dourados. Meninos querem cada vez mais bonés, tênis e mulheres gostosas. Ninguém cresce a menos que o pai ou a mãe morrem. Ninguém se fortalece sem uma dose de vodka, sem mais dinheiro. A onda agora, é ser abusado, como eu li por aí outro dia. Deixe que abusem de você, que falem de você, que riem de você, que babem em você. Assim, tudo faz sentido pra eles. Você tem um namorado, mas precisa de mais caras aos seus pés. Você quer mais caras excitados por seus seios e sua bunda balançando. E você garoto? Que odeia aquele carinha que parece gay na sua sala, mas baba por seu colega que pega todas as meninas por ter dinheiro? Querem carros, fama, corpos, sexo, orgasmos, ouro, fotos, diamantes, roupas...
Eu sei que as páginas ficaram lá, pelo chão... mas o que escrevi está cutucando aqui agora. Eu não prometo mais nada a mim mesma, pois sou fraca ao ponto de não conseguir prometer. É falta de dignidade não cumprir depois. E quero ser alguém digna de alguma coisa. O que eu senti, foram diferentes dores e faltas de ar. E sei, que parece insano, escrever tudo. Mas me conheço bem, a ponto de saber, que não aguento ficar sem escrever. Ninguém deve ler isso aqui. Um ou dois, no máximo. Pessoas que pegam as coisas pela metade. Que importa também! Lembra da parte em que eu me fecho? Pois é. Vou dormir.