Oscilo entre o tudo e o nada. Me vejo extremista demais com tudo que sinto. E me lembrei de uma conhecida, dizendo uma certa teoria, de um filósofo que não me lembro bem o nome. Apenas me lembro que havia uma comparação da vida, com uma vara, fincada no chão. Quando vem vento, tempestade e desastres, se a vara não se quebrar, o máximo que irá acontecer é que ela oscile muito rapidamente de um lado para outro. E até que tudo volte ao normal, e ela se mantenha em equilíbrio novamente. A vida é assim. E eu, estou há muito tempo, buscando o equilíbrio, enquanto os ventos não param!Apenas, revezam com as tempestades. Se não estou feliz demais, estou triste demais. Pela primeira vez, não gosto de tudo tão intenso. Queria mais harmônico. Peço a Deus, que nada mais faça a varetinha oscilar. Ou então, que eu seja mais e mais forte, e não perca meu equilíbrio. Se é que eu tenho ele.
Sinto falta do que nunca existiu. Acho que até hoje, você não percebeu que nunca fomos amigos. E essa admiração que voce nunca teve por mim existe, porque pelo menos pra mim, nunca demonstrou. Tenho deja vu quando me sento numa mesa onde você também está e quando começa seu discurso que me humilha, me rebaixa e me critica sempre. Orgulho? Pelo visto nunca dei mesmo. Ao contrário do que pensa, nunca fui a melhor da sala, nunca tive muitos amigos, nunca fui muito de conseguir me enturmar. Se lembra da vez que chorei na cozinha porque meu irmão mais novo não tinha coragem de levar a irmã com ele, quando saía com amigos? Meu mundo era meu quarto, um som e meus cadernos. E hoje, escuto que peguei vocês de surpresa com meu comportamento, porque sempre 'fui normal'. Por isso, não sou aceitável. Que seja, eu não pedi ninguém pra me aceitar. Se hoje, consigo me divertir com amigos ou com a pessoa que amo, não adianta ficar bravo. Não é assim que se mostra nada além da indignação ignora...
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