Sentia a dor da consciência, nasci assim. De corpo fraco, a dor física que fragiliza ainda mais, mostrava e gritavam as paredes: 'Nasceste para sofrer! Pediste para nascer! Pois chore tudo é só o começo'. Pois, desde então, me tranquei num sorriso amarelo e podre, mas que convence a quase todos. Os que não convenço, me trancam num quarto para que eu entenda de vez a minha dura e fria realidade. Hoje, em cima da minha pele, nasce uma espécie de casco. Quase já não sinto o tato alheio. Principalmente os mais fortes.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
Comentários
Me sinto assim as vezes, mas como disse outro dia desses, prefiro pensar que vim com alguma missao, nao é tudo tao a toa.Pense nisso!
passei horas aqui lendo haha
;*
isso foi tão tocante. muito bom sofis, muito mesmo!