Mudança de planos, agora eu vou sorrir. É, e que se dane os comentários sobre as discussões que tive outro dia, e foda-se também para os que não acreditam. Vejo como me sinto só com ela do lado, problemas que parecem pedras lançadas em nós. Vejo como meus amigos tem andado longe, a vida corre. Eu vou sorrir mesmo que os problemas se multipliquem na quantidade e no tamanho, e eu esteja com ela do lado, ou só. Dessa vida meu bem, eu não levo nada mais do que a mente. Não levarei a fama, nem popularidade, nem mesmo um alfinete podre. Eu vou sorrir porque a vida é mais do que isso que veem. E eu sou muito mais do que imaginam. Sinto falta das pessoas que sabem quem realmente somos. Mas vejamos, o dia de reencontrá-las está perto. E de conhecer novas, também. Chorar é realmente uma glória. Não mais do que simplesmente amar a tudo ao redor.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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