Antes de dormir, tenho pedido perdão a Deus. Por não mais aguentar. Sei que foi tanta luta, e eu esperando uma melhora. Eu tratei de melhorar bastante, mas só posso fazer por mim. Entre orações, pedidos que vençamos. Longe ou perto. Sozinhas ou não. Minhas forças parecem se esgotar. Há um mundo nos chamando lá fora, e ainda não percebeu. Podíamos ir com a roupa do corpo mesmo. Mas a mente não mais presa às pequeninas coisas que me atormentam a noite. Exigências extremas, sobre o que eu escrevi por aqui e não te contei. Não mais. Não posso continuar assim. Escrevo, falo mesmo. Se eu me esqueci, foi só esquecido. Eu sempre fui tão leal... fiel. Não lhe cobro um centavo da rua que já fui apedrejada pelo destino e pelos feitos imbecis. Somente aprendi a amar e ponto. Aquela troca de carinho gostosa, atenção, cuidado, proteção. Há uma imagem sua que guardo bem aqui. Mas é só uma imagem, não mais você. Obssessão extrema, não busque mais a perfeição pra me agradar. Quero que lute por você, e assim me agradará.
O computador não para de piscar. O celular não tem bateria na metade do dia. Minha cabeça trabalha, analisa, pensa. Mas só ela. Eu havia dito que o destino era algo em que eu confiava bastante, e que fazia total sentido tudo que está acontecendo. Ele sequer havia trazido carta alguma... até então. E eu completava que uma hora o destino tinha que conspirar a meu favor. Apesar de eu tropeçar em tanta confusão, tudo que não quero é me machucar ou machucar outras pessoas. Então faço minha cabeça trabalhar, mas deixo meu coração guardado. Ou melhor, ás vezes deixo ele olhar com cautela o olho mágico da porta do quarto, mas quando a abro ele corre pra debaixo das cobertas com medo. Depois de deixar tudo ficar bem bagunçado, Yui chegou com um envelope nas mãos, vindo do Brasil. Não quis olhar muito, guardei. E quando toquei nele de novo, olhei as letras, estremeci e alguém bateu na porta. Meu coração foi na frente, checou no olho mágico e depois fugiu. Guardei o pacote de novo e fui gastar ...
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