Sororidade, conhecimento, leitura, análise, ponderamento, empoderamento, não julgamento, leitura, visibilidade, transcendência, calma, observação, equilíbrio, força, fala, grito, escrita, crença, ajuda, conversa. Assim, eu sigo (tentando).
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E há sim o momento de esquecer a distância. Há o momento em que o corpo para de responder por saudade, de pedir pelo calor do abraço. É como se entregar à verdade. Não que eu não queira mais, mas é melhor não repetir todos os dias, já que toda essa estrutura que montei desde o primeiro dia, aos trancos e barrancos, pode desmoronar em segundos. Pronto, esqueci. Prefiro lembrar que existe uma tela, que existem pessoas do outro lado pra te abraçar. Ás vezes acredito que pode sim se apaixonar por aí e nesse ponto não sei bem como reagir. Mas é melhor esquecer, por agora, antes que meu corpo pergunte por você, de novo.
Sobre não ligar tanto pra casa.
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Resolvi desapegar aos poucos de casa. Quando entrei na sala de embarque vi que isso seria necessário, já havia passado por momentos parecidos, quando a cabeça da gente não sai da casa dos pais e precisamos viver fisicamente em outro lugar. Fiz isso com várias desculpas, como a difícil convivência com minha mãe, minha discordância com o sistema da minha casa e depois com a ideia de que tinha muitas coisas a fazer. Mas eu sei, bem lá no fundo da alma, que fiz isso porque a dor diminui. Fui realmente aprendendo a viver mais sozinha, choramingando por aqui, nesse blog mesmo ou apenas emburrando por dias inteiros. A gente cria um sistema de proteção, em que sentir saudades deve ter limites, ou te faz desistir de tudo. E quando percebo que realmente os pais não vivem para sempre, o medo aumenta, e fico ainda mais dura. Mas hoje, hoje eu percebi tudo isso e tive que vir aqui dizer. Me peguei ouvindo "eu apenas queria que você soubesse", música que me lembra minha infância, e a ...
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Spring que se insiste em parecer com inverno. Bom, eu sei, combinei de não ficar reclamando, então parei pra pensar em tudo que muda ao meu redor quando o tempo insiste em ficar frio, o céu ficar cinza. Minha cabeça dói de frio, quase sempre. E quando eu boto a touca de lã, o cabelo embola muito, demais. Mas ainda assim eu resolvi andar hoje. E percebi que quando fica frio outra vez, eu tento não dormir tanto. E nem ficar triste demais, porque automaticamente a saudade aumenta. Quando esfria, eu tento não ligar pra dor de cabeça e geralmente penso em gastar meu tempo desenhando. Por isso hoje comprei mais um pincel pra aquarelar, embora eu ainda precise muito de aulas. Quando fica mais frio, as pessoas tendem a se aproximar de você. Então, pela primeira vez, uma senhora me ofereceu carona, mesmo que fosse pra um minuto de conversa até o fim da avenida principal. O atendente da loja mais charmosa de artigos de design estava muito mais atencioso. Eu voltei passando em várias outras loj...
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Todo o efeito do sol, compreende essa minha vontade de sair um pouco e relaxar. Sei o quanto preciso estudar, sei o quanto preciso superar minhas expectativas, sei muito bem que meu inglês ainda não está perfeito, longe disso. Vivo a saber das minhas falhas, dos meus pequenos rancores, e de talvez um bocado de pessimismo que ainda guardo. Os dias cinzas me lembram muito mais dos meus defeitos. E eu, me desdobrando em culpa e estudo latente, percebo que o efeito não é grande. Agora é a vez do sol, de suar de calor, de ter sede. Me deixa viver, me deixa viver...
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Dormi tanto que me senti culpada. Estou naquele spring break da realidade, fugindo totalmente das expectativas de quem pensa que é só ir pra Cancún curtir as praias infestadas de festas com muito álcool e gente semi nua. Mas hoje quis revolucionar a minha vida. Faltando quatro dias pro lindo break acabar, eu resolvi conhecer a academia da universidade, depois de apenas sete meses aqui. E nem foi tão ruim. E nem doeu tanto. E voltei pra casa e desenhei. E agora estou a ouvir o podcast da Priscilla, no DUPA , blog que leio desde quase sempre. Ela é ariana como essa que vos fala. Por essas e outras, eu curto o blog (só uma dica). Sinto que esse ano será, aliás já é um dos mais intrigantes e introspectivos anos da minha vida. Porque passo madrugadas pensando em cada detalhe do que aconteceu ou que planejo que aconteça. E isso tem gerado em mim, posts como o último aí. Sim, parece exagero, mas é que enquanto tantas pessoas saem do país e parecem perder o controle de tudo na...
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Eu, sempre em busca de arrancar todos os espinhos que a vida e outras pessoas enfiaram em quem amo, fico nessa tentativa de querer mudar a vida delas. Dela. Embora tanto amor eu sempre tive, tive que andar com calma, tive que saber ser discreta, amar baixinho. Ela, no entanto, só precisou se conter quando mal percebeu o que havia acontecido. Uma paixão tomou conta e ela ainda estava ali, tentando negar carinhos meus. Ao longo de toda essa história, eu hoje venho nesse momento que a tensão pré menstrual me domina dizer o quanto é doloroso não ter sido pra ela, o que ela foi sempre pra mim. O negar do sentimento. A demora pra responder. As desculpas por não amar. A admiração contida. A vergonha pela idade. A diversão em me comparar. As risadas por minhas fases. As velhas histórias que ouvi. As velhas histórias de novo. As mulheres que conheci sem ver. As fortes admirações. O culto ao glorioso passado. A decepção com o presente. Os velhos amigos. A grande e gloriosa lista. As preferênci...