Eu gosto assim. Desse silêncio pra ler o que me escreve. A paz que me invade ao ter certeza de todos os lados correspondidos. Vejo tudo tão sólido, que são tolos os que duvidam. Pode não parecer claro, mas vou aprendendo a esclarecer. Pode parecer ridículo, mas ainda não olharam da forma correta. Pode parecer até engraçado, mas com eles, quando não é de verdade, choram ao invés de rir. E eu gosto assim, de saber sozinha ou mesmo gritando pro mundo inteiro, que posso confiar e me entregar, amar uma pessoa que não tem o mesmo sangue que o meu, mas conhece minha alma e meu coração de uma forma inacreditável. Conheço o quase não toque por carinho, a força vibrante de uma voz, a densidade das lágrimas por medo ou tristeza, as ondas de quase nenhuma amplitude tentando dizer da melhor forma, que somos um só pensamento, força, amor. Fecho os olhos, meu corpo de contorce e tudo passa como um filme. Sua força, lágrimas, seus toques, beijos, voz, fazem parte do meu organismo, tomado não só pela mente. Plenitude!
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
Comentários