Deitada na cama, com a visão meio embaçada. Uma cólica absurda, a pressão lá em baixo e começo a recaptular o que foi meu inútil dia. Ouvindo JD Natasha, como nos tempos de solidão maior, há muito não sentia isso, assim. Não podia entrar na internet, mas mesmo assim, não fiquei tão insatisfeita. Um desânimo horrendo de abrir a boca, nem pra falar. Uma vontade de chorar a cada música que começava. Saudade. Muita saudade. Você podia estar aqui, pra ver que eu sei sim chorar. Mas acho que se me ligasse, brigaria por não poder estar conversando agora. Desculpa, mais uma vez. Mas me sinto fraca, cansada. Isolada, perdida. Ainda tenho forças, eu sei. Mas tomou conta de mim, essa vontade de me enterrar em cobertores, mesmo com esse calor, e só sair se houver um sol intenso. Porque agora a noite, o céu parece vermelho. E eu não consigo ver as nossas estrelas daqui.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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