Tratei de ouvir as músicas, de dois discos que ganhei em fevereiro, com a idiota desculpa de tentar renomear algumas que não conheço. Tão idiota a desculpa, que sabia que se não conhecia antes, não deveria conhecer agora. Ouvi, um pouco de cada uma, lembrando de cada momento que sofri num lugar bem distante. Não distante somente geograficamente, mas distante de mim. Nos dias em que me senti lá de verdade, por pouco tempo não me desesperava e iria chorar. É como se fosse uma preparação pra mim. Sofri muito. Mas nunca se sabe... pode ser que eu sofra outra vez. Então, trato de me lemrbrar que saí dali e estou onde queria estar. Mas ainda, não estou como quero. E pra conseguir... ah, pra conseguir vai haver lágrimas, talvez discórdia, não sei. Mas prefiro pensar no dia em que ouvir as músicas que escuto hoje, só pra lembrar que sofri, mas que consegui chegar.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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