Amava quando sabia o que dizer. Quando o que dizia, era forte o suficiente pra te fazer sorrir. Quando o que fazia, te fazia imóvel e surpresa por instantes. Quando o que mostrava, te fazia chorar. Quando o que sentíamos, nos fazia ter esperança para melhorar tudo. Amava-me assim. Amo ainda, quando me toca as mãos, depois de ver a bagunça que fizemos por tanta bobagem falada. Amo, quando cócegas ou piadas nos fazia esquecer do mundo lá fora do quarto, e tudo que tínhamos (e temos) nas costas, quando pesava demais. Não posso mais te fazer cócegas, te contar piadas. É errado meu amor. O que sei e faço, é dizer que mesmo sem piadas, sem cócegas, e sem esquecer do 'monstro mundo' que nos persegue com suas realidades, somos sim fortes. A diferença é que a gente cresceu um monte. E crescer dói. Mas crescemos, porque somos fortes. Pra chorar, sorrir, convencer de que vale a pena, nos convencer de que tudo vale a pena, pra gritar de desespero, pra pedir ajuda, pra ter medo (e dizer que se tem medo), pra encarar a vida e o 'mundo monstro'. Pra se ver sozinha (como me vi muitas vezes) e saber que se é capaz. Pra se ver que na verdade, nunca se é sozinha (como você me mostrou muitas vezes). Eu só precisava te levantar do meio fio, te dar a mão... limpar seu rosto e dizer tudo isso. Eu te abraçei, e pedi que naquele abraço, a dor passasse pra mim. E não consegui falar essas coisas. Porque você disse que... bem, que eu não entendo nada. E talvez, talvez seja verdade amor.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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