Uma mistura de nostalgia, medo e sofrimento me comem aos pouquinhos, desde quando acordo até ao deitar. Peço ao tempo, um pouco mais de paciência. Não que eu não tenha vivido tudo intensamente, mas quando me assusto existe uma longa história atrás de mim que nem eu conseguiria contar ao todo. Gente ao meu redor, muita gente. E eu, que ao mesmo tempo, preferiria não precisar de nenhuma delas, preciso. Meu silêncio grita, berra pedindo que o mundo me inclua nele, pelo menos pra eu provar. Bebo mais silêncio, me contento com os sorrisos e conto a mim e a mais um alguém o que se passa aqui dentro. Sendo esse alguém quase eu mesma, consigo me divertir por horas ou minutos. Ah, se todo esse céu falasse. Não sairia tanto silêncio de mim. Eu sinto falta de algo que nem sei se já tive. Mas sinto. Busco dentro de mim, algo que complete o que falta. Porque isso tem que estar comigo, e não do lado de fora. Tem que estar. Mas, e se não estiver? E se eu for assim, incompleta, por faltar algo que não está comigo? E se não estiver com ninguém? Eu preciso que acreditem, eu preciso. Há uma coisa faltando aqui, eu sei. Todas aquelas cócegas, e minha vontade maluca de correr para o banheiro, depois de anos sem fazer xixi na calça me fez perceber. Não depende de mim, só de mim. Mas se sobra algo aí dentro, me mostra pra eu ver se completa aqui. A parte que falta. Ou que faltava.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
Comentários