As ironias tão divertidas, aquele humor negro, de verdade me fazem ver o lado da vida que não via. Sei que posso em alguns segundos, se estiver mal, encontrar um pouco de força ali, do outro lado. Ou então deixar minha força ali dentro, por escutar tanta toliçe junta e me fazer rolar de rir. Nunca, uma calçada teve tanta história pra contar. Ou melhor, durante minha infância, teve sim. Mas em tão pouco tempo, não. Ideologias ainda pouco formadas, se unem em busca de diversão, de crescimento lógico. Sofrimentos, coisas sérias, ora tolas. Tantas personalidades diferentes, tanto conteúdo, difundido em alguns personagens que criamos juntos. Meu otimismo, se mistura a um monte de pessimismo e ainda a um monte de sonhos (sempre, os sonhos aí outra vez!). A criatividade à flor da pele, me fazendo arriscar em hobbies antes guardados. Desenhos, fotos, músicas em comum. Tudo isso e mais um pouco, mas o que realmente marca, são os dias e as ações que fazem por mim. As piadas sobre os outros, sobre nós mesmos... Cada gargalhada que fica no lugar de uma possível lágrima, conta como uma estrela. Assim, vou lhe mostrar o céu quando estiver brilhando totalmente!
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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