Não quero mais dramatizar cada detalhe da minha vida. Eu, depois que aprendi a escrever assim, não parei mais. Mas chega a ser patético e eu mesma já me sinto irritante assim. Tentarei colocar mais humor, pelo menos mais realidade em cada frase. Ops, realidade não. Acho que... mais humor, mais humanismo. Só. Porque, se eu for contar que me sentei numa calçada pra conversar com uma flor, bem, vão dizer que estou insana! Mas pensando bem, não é tão insano assim. Minha avó materna, segundo minha mãe (não cheguei a tempo de conhecê-la) conversava, brigava e elogiava as plantas do quintal, a fim de vê-las melhores e mais bonitas. Pois bem, conversei sim com as flores. Elas me dizem muito, sei que dizem. A única coisa que fiquei intrigada, foi com a chegada delas, ali. E no quanto elas estão resistentes ao calor estonteante e quando vem toda aquela chuva, como elas ainda estão lá? Lógico que ela não responderam né? Seria insano demais da minha parte. Mas bem nessa hora bateu aquele vento. Bem forte, e eu sabia que elas não sairiam dali. Entendi em parte porque. Era apenas a perseverança. Aquela coisa de 'Hei, eu não quero sair daqui, então não vou sair. Não há motivos'. E só. E é isso que sinto hoje. Consigo ser tão perserverante em tudo que quero. Tudo, tudo mesmo. Então, vou em frente. Frente. Frente.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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