Minha cabeça pendia em cima do livro, sem vontade alguma de ler. Era intervalo, minha segunda vez ali. Haviam conhecidos, mas eu preferi ficar longe, sozinha. Esse medo de gente, que vez ou outra volta dentro de mim, me deixa triste. É, triste e desesperada. Porque além de qualquer circunstância, posso ser julgada, extremamente observada, zombada, excluída, e pior! Posso ser ainda, vista como arrogante. Talvez eu seja mesmo. Meu pescoço ainda dói. Mas prefiro ficar observando as letras do livro. Logo passa.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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