Eu não sei escrever frases célebres, e sei pouco sobre a complexidade ortográfica. Só queria entender um pouco mais sobre os rostos e expressões que passam a minha frente e principalmente os que, me rodeiam e me mostram o cotidiano. Mas descobri que entender, não é o verbo que vou conseguir conjugar. Posso sentir a vibração de rostos e corpos alheios. Posso pensar e gritar junto às vozes alegres que me rodeiam. Mas entender, ah, prefiro nunca entender. É um do melhores desafios, poder preencher todo meu ser com essas vibrações, com aquele olhar brilhando em minha direção. Com aquela risada frenética depois de uma piada estranha, que nem ele mesmo entendeu. Ouvir todas as bocas das pessoas que mais amo no mundo, mastigando a pizza juntos, e trocando talheres, temperos, histórias... Preenche minha alma, daí, me dá uma vontade de contar pro mundo inteiro e dizer que eu ainda não venci, mas acredito estar no caminho correto.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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