A plenitude sagrada dos dias normais, preenche o espaço, que há pouco eu não sabia que estava vazio. Sou pequena demais, e meu ser compreende tanta coisa, que gotículas que sejam, de felicidade transformam-me em um mar, inteiro, rico em sorrisos e boas vibrações. Completo, eu digo que está, mas também digo, que farei o possível para dizer amanhã bem cedo: falta algo. É só a mania de buscar mais e mais. Eu sei que é saudável. E de saúde podemos muito bem falar. Nós, que já sentimos na carne a busca da dor física para que a dor psicológica fosse embora. Nós que sabemos o que é perder o ar, a voz, e cabelos, por ouvir, apanhar e dormir soluçando de medo. Tudo vale, tudo vale. E aí, num dia desses, normalíssimos, o corpo pesado depois do trabalho, depois de cozinhar e atender a todos consigo concluir com fé, que valem os dias normais, sem mais abismos no ser, sem tantas surpresas malignas. Apenas a surpresa de saber que se está aqui.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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