A minha vida se tornou tão mais viva, depois de tantas tempestades. E eu que achei que nunca aguentaria. Achei que eu fosse até forte, mas não o bastante. Daquelas tardes em casa, pensando nas gotas d'agua que caiam e eu escutava. Me lembro bem, que a cada uma nova gota, o ódio do tédio me franzia a testa com força a ponto da cabeça doer, eu só queria movimento. E é aí onde eu fiquei sabendo onde estava a solução. Eu sei me virar, viver a vida sem necessariamente alguém a me empurrar. Eu tenho pessoas realmente lindas, e as que não se consideram que se ferrem em seus imundos lugares. Eu não preciso de ninguém que me faça mal, que me compare ao chão onde piso. Eu posso não ter a maioria a meu favor. Mas a minoria, concerteza vale a pena. O que eu faço tem valor. O que eu vivo é importante e bonito. E o que sai de mim, para não mais voltar, foi minunciosamente pensado, calculado e testado. Eu sou frágil, mas tenho certeza de (quase) tudo que quero desse planeta.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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