Minha dor maior, é perceber como as coisas são fáceis pra você. De que serviu todo aquele discurso, xingamentos, palavras fulas, enquanto eu tentava desviar meu pensamento e não chorar no telefone? Foi mesmo só pra me machucar? Dizer que roubei o que era seu, ou melhor, os que eram seus? Já não os quero, pra não me comprometer. Essa dor do tédio, me mostrando que conseguiu somente me machucar, me tirar do sério, fazer eu questionar meus atos que não foram em momento algum propositais pra você se sentir mal. E como as coisas estão agora, nesse exato momento, tão boas pra você? Sua voz soa tudo tão bem, eu continuo sentindo sua falta latentemente, mas não posso ter você me amando e aceitando que eu viva a minha vida. As coisas que você dizia te impedir de sair, se divertir, onde estão agora? Porque conseguiu guarda-las debaixo do colchão hoje e não conseguia quando era pra nos fazer mais contentes? Eu digo que essa dor só aumenta, a maneira que percebo o quanto tentei em vão. O quanto dói em mim, essa solidão estranha. Qualquer pessoa sabe que o que queria e o que quero, não é ficar sozinha. E sim, ter alguém que seja mais alegre, com quem eu possa me divertir mesmo longe, compartilhar minhas amizades, meu cotidiano. Qualquer pessoa entende se eu contar do que passei, que a única coisa que eu quero hoje é paz, amizades e concentração em minhas metas. Por todo esse tempo eu implorei, eu expliquei diversas vezes. A vida é tão confortável pra você, e dela você fala mal. Enquanto eu me levanto todas as noites com um espinho debaixo do colchão, sentindo culpa, medo ou dor depois de uma lavagem cerebral aguçada por doenças e crises imaginárias. Não, as coisas não estão acontecendo repetidamente e inversamente desta vez. Não quero vingança de nada, nem ninguém. Eu não sei bem mais, o que fazer por agora. Posso me entregar ao mundo, posso me trancar aqui. Eu não entendo mais nada que sai de você. Não sei o que é saudade gostosa, não entendo sobre gostar de algo que não vai ser meu. Se eu pudesse voltar atrás, teria parado na metade do caminho pra perguntar: Vai ser assim por muito tempo? Porque se for, prefiro seguir sozinha.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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