Nunca pedi que lessem meus textos. E escrevo necessariamente porque não prefiro contar tudo a alguém. Parece contraditório dizer isso e escrever tudo isso aqui, sendo que o mundo inteiro tem acesso. Sim, o mundo inteiro pode vir ler, se quiserem. Mas o blog não vai vir reclamar comigo, dizendo que se cansou da minha vida, dos meus mesmos dilemas, dos ciclos repetitivos, da minha ansiedade, dos meus dramas... ao contrário das pessoas. Vejo todas elas fartas, talvez mais cansadas do que eu, do meu próprio dilema. Não querem saber mais da mesma história. Troca o canal. Aumenta o volume, mas troca o canal, vira a página. Ou então começa o livro de novo, mas fica calada.
I'm like a bird, Six Feet Under e os últimos 5 anos da minha vida.
Deixei essa música pra tocar, porque me lembro de ouvi-la há anos, desde quando terminava o ensino médio, até à época em que entrei pra faculdade. Hoje, trabalho em uma rádio que toca sempre, mesmo que ela seja uma música velha que a geração dos meus irmãos mais novos nem conhece. E toda vez que ela (e outras músicas antiguinhas) tocam enquanto trabalho, minha mente volta anos atrás. Acabo analisando várias coisas. Naquela época, eu achava que não iria gostar tanto de ninguém, e como minha vontade secreta sempre foi "bater asas" por aí, mudar de estado, país, conhecer coisas e lugares novos, eu sempre me via na música. Parecia coisa de adolescente mesmo, querer tudo aquilo. Mas aí, hoje vejo que estou a um passo de largar o pouco que tenho (pouco mesmo) pra me aventurar em uma vida que eu pensava em ter. Obviamente, eu gostei de muita gente, amei demais, sofri mais ainda (infelizmente ainda não consigo olhar apenas com o coração sem mágoa nenhuma de todos os meus ...
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